Dia de Saneamento, Bairro Jardim Padre Paulo
O governo Brasileiro tem feito uma ótima campanha na conscientização da cidadania com respeito ao perigo do vírus da dengue transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Nós todos temos visto propagandas na televisão, na radio, nos jornais e temos recebido alguma u outra forma de panfleto impresso. A nível municipal a coordenadoria de Vigilância em Saúde tem feito um ótimo trabalho na medição do índice de infestação do Aedes aegypti e no rompimento do ciclo do mosquito com o uso do abate em depósitos de água ao nível do solo, que são 31,0 porcento dos criadouros do mosquito em nossa cidade. Apesar do grande esforço da Coordenadoria de Vigilância em Saúde a doença continua latente em nossa sociedade, já que 41% dos criadouros do mosquito são resíduos sólidos ao nível do solo ou em termos mais leigos o lixo. A prefeitura municipal tem feito um grande esforço por meio do Comitê Municipal de Mobilização Social para o Controle e Prevenção da Dengue em conscientizar a cidadania na importância de dispor de seu lixo de forma responsável.
O Instituto Magdalena de Desenvolvimento Humano vem propondo desde dezembro de 2009 que alguma ação seja feita no combate ao criadouro do mosquito. Já que com a diminuição do lixo em nossas ruas que são causados pelo consumo excessivo de materiais descartáveis, e o Instituto vem trabalhando na a criação de métodos sustentáveis, vindos da comunidade, para manter as nossas ruas e quintais livres destes resíduos. Nós ao fazer isto, não só estaríamos prevenindo e diminuindo o risco de contrair o vírus da dengue como também estaríamos elevando a nossa qualidade de vida.
A presidente do Comitê Municipal de Mobilização Social para a Prevenção e Controle da Dengue, o Prefeito de nossa cidade, o presidente de nossa Câmara Municipal, o nosso secretário de Saúde, a nossa Coordenadora de Vigilância em Saúde e o Instituto Magdalena de Desenvolvimento Humano assinaram um convite que foi entregue a prefeitura Municipal Autônoma de Santa Cruz de la Sierra, para que duas pessoas, o senhor Guery Bustamante e o senhor Fernando Flores Cuellar venham a nossa cidade para trabalhar dentro do bairro Jardim Padre Paulo e montar um projeto piloto que consistiria na eliminação de criadouros do Aedes aegypti dentro do bairro, diminuindo assim as chances de uma outra epidemia como a que foi vista no ultimo período de chuva (outubro a março 2009-2010).
A razão pela qual nós fizemos este convite a Santa Cruz de la Sierra é por que lá, no ultimo período de chuva (2009-2010) só houveram 70 casos confirmados de dengue e ¨0¨ óbitos; uma estatística muito boa após eles terem sofrido uma epidemia onde houveram 22,000 casos confirmados de dengue e 12 óbitos no período de chuva de2008 a 2009. Graças a presença deles em nossa cidade nós conseguimos realizar uma ação dentro do Jardim Padre Padre Paulo onde em menos de três horas foram recolhidas três caçambas de 7 toneladas cada, com potencias criadouros do mosquito Aedes aegypti duas delas com resíduos sólidos e uma caçamba com aproximadamente 150 a 200 pneus.
Esta ação foi feita não só graças a presença de profissionais bolivianos mais também graças a toda a comunidade do Jardim Padre Paulo que permitiu e colaborou na limpeza dos quintais. Foram 46 os voluntários (a maioria moradores do mesmo bairro com alguns vindo dos bairros adjacentes e dois de bairros mais distantes). Esta ação também foi possível graças a colaboração da Areeira Castrillon e Monte Verde que nos cedeu três caçambas; o Auto Posto Triangulo e O Boticário que nos doou 130 litros de óleo diesel; o Auto posto e Churrascaria Carretão que nos doou 75 Marmitex para os voluntários, a Maxnet que nos doou 400 sacolas de lixo, o Restaurante Kaskata para a alimentação de nossos irmãos Bolivianos por uma semana, o Hotel Brasil que deu acomodação aos nossos irmãos bolivianos com um 70% de desconto, o sindicato rural que nos doou dinheiro para que possamos cobrir outros gastos como as viagens que o Instituto teve que fazer a San Matias, 30% da hospedagem, agua mineral para os voluntários, luvas, impressão e outros pequenos gastos, também a padaria Tulipa que nos doou 100 salgados para os refrigérios no seminário que nós tivemos dentro da Câmara Municipal.
O Instituto gostaria também de agradecer ao Rotary Club de Cáceres, a ACEC, a Câmara Municipal de Cáceres e a a todas as demais pessoas que nunca nos fecharam as portas e que vem acompanhando o processo desde seu humilde inicio em dezembro de 2009.
A todos vocês; muchas gracias.
Levantamento Cientifico
Já que nossa ação foi feita dentro de um ambiente controlado, neste caso um bairro periférico de 27 quarteirões, sem a participação direta de moradores de fora a não ser dois voluntários da cruz vermelha, três motoristas, os nossos dois irmãos bolivianos, e quatro integrantes do Instituto, a ação em essência foi feita pelos mesmos vizinhos do bairro Jardim Padre Paulo e alguns moradores de bairros adjacentes como o Bairro Vista Alegre e o Bairro Cohab Nova.
Graças a este trabalho o Instituto pode levantar certas teorias a respeito da prevenção de um novo brote do vírus da dengue que virá a afetar a nossa comunidade entre outubro e março de 2011; como também tem levantado teorias a respeito do alcoolismo e a direta conexão ao vírus da dengue como também em termos de relações internacionais no que tem a ver com a diplomacia entre Cáceres e a Bolívia.
Primeiro de tudo; o Instituto acredita que o bairro Jardim Padre Paulo já vinha tomando ações preventivas. Nós percebemos durante o nosso trabalho dentro da comunidade que la vivem muitas pessoas carentes que não tem dinheiro suficiente para comprar bolsas de lixo. Por isso elas vem amontoando todo o lixo do quintal delas e de forma periódica este lixo é queimado. Este método não é muito efetivo por que tem outras consequências perante o meio ambiente e a nossa muito boa vontade de diminuir o aquecimento global que o planeta terra vem sofrendo. Mais em termos de prevenção ao vírus da dengue, nós acreditamos ele iria ter um efeito positivo mais não estaria eliminando o risco.
Nós acreditamos que a comunidade do Jardim Padre Paulo está conscientizada com relação ao perigo da doença. Já que percebemos que não houve nenhuma resistência dos vizinhos ao trabalho dos voluntários; pelo contrário houve uma excelente receptividade ao trabalho. Por exemplo, se 46 voluntários se apresentaram para trabalhar na escola estadual Gabriel Pinto de Arruda as 07:30am após eles terem se dispersado pelo bairro muitos outros moradores do bairro brindaram a sua ajuda; alguns ajudando os voluntários a limpar seu quintal, outros emprestando motos e bicicletas aos voluntários para que eles possam chamar a equipe de apoio que tinha extra pares de luvas, extras sacolas de lixo, água para manter os voluntários hidratados e as duas jovens da Cruz Vermelha que brindavam apoio de primeiros socorros em caso de algum acidente1.
Uma grande critica a nosso trabalho foi que muito entulho aleio ao criadouro do Aedes aegypti iria ser deixado nas calçadas. Os motoristas dos três caminhões como também os voluntários foram bem seletivos na coleta de lixo e foram instruídos a não levantar qualquer tipo de lixo. Alguns moradores sim tentaram deixar alguns entulhos só que após eles perceberem que nós não iriamos recolher esse tipo de lixo eles colocaram os entulhos deles de volta dentro de seus quintais, deixando as ruas imaculadas após o nosso trabalho. Nós acreditamos eles fizeram isso por temor a serem mau vistos pelos outros vizinhos. Nós também percebemos a necessidade de que duas ou três vezes ao ano esse tipo de lixo seja recolhido, como é feito em países como a Nova Zelândia.
O alcoolismo é uma doença que nossa sociedade tem, ele é um problema que destrói famílias e que mata o alcoólatra de forma lenta. Tanto é que a maioria das pessoas que entram em centros de reabilitação são maiores a 45 anos de idade. Por outro lado ela tem uma conexão muito direta ao vírus da dengue, já que 30 a 40 porcento dos criadouros recolhidos foram corotes de cachaça. Matando assim a comunidade de forma lenta por meio do álcool e de forma rápida por meio do vírus da dengue. Dentro do Bairro há famílias que moram em diferentes ruas que se voluntariaram a trabalhar, só que quando perguntamos se eles gostariam de trabalhar juntos eles se negaram a fazê-lo, nós acreditamos que isto pode ter sido causado pelo álcool; só que estudos mais aprofundados devem ser feito no assunto. Por isso propomos que na nossa próxima campanha trabalhemos em parceria com Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos. Só que sempre visando a prevenção, é por isso que iremos propor a eles que trabalhem com crianças até os 15 anos de idade, antes de ganhar uma dependência no álcool.
O Instituto também acredita que a comunidade tem muita capacidade de trabalhar sozinha em prol de seu bem-estar. Terrenos baldios por exemplo; são uma grande problemática, já que lixões clandestinos são criados dentro destes terrenos. A comunidade está ciente disto e gostaria muito de colaborar, só que faltam recursos como roçadeiras, inchadas e outros materiais para que eles possam tomar suas próprias medidas. Por isso nós propomos que o material deste tipo seja dado as escolas e um sistema gratuito de aluguel seja criado dentro das escolas e que elas mesmas sejam os órgãos fiscalizadores.
Outra coisa importante que nós percebemos é que já existiam projetos dentro da comunidade para combater o lixo das ruas. Criando lixeiras utilizando materiais reciclados. Já que uma grande problemática das lixeiras é que existem muitos furtos e se forem usados materiais que não tem demanda de furto esta problemática seria bem reduzida.
Para finalizar; tem ainda muito trabalho a ser feito, especialmente antes das próximas chuvas e assim evitar um novo brote do mosquito Aedes aegypti. O trabalho dentro do Jardim Padre Paulo foi o primeiro de muitos e nós percebemos que cada bairro tem a sua própria realidade; e por isso que para o sucesso destas ações é imprescindível que o Instituto trabalhe em parceria com as comunidades ao invés de para as comunidades.
No âmbito diplomático, a ação feita dentro do Jardim Padre Paulo com a ajuda da prefeitura Municipal Autônoma de Santa Cruz de la Sierra; mostrou que a população cacerense tem um interesse de trabalhar juntos, já que a dengue é uma doença sem fronteira e que ações tanto lá como aqui afetam uns aos outros. Também vale dizer que para a diplomacia brasileira – boliviana é muito importante que haja ações que cheguem a impactar a comunidade de forma direta, como foi feito dentro de nossa comunidade.
Julio Marx Panoff
Instituto Magdalena de Desenvolvimento Humano
O Instituto Magdalena de Desenvolvimento Humano vem propondo desde dezembro de 2009 que alguma ação seja feita no combate ao criadouro do mosquito. Já que com a diminuição do lixo em nossas ruas que são causados pelo consumo excessivo de materiais descartáveis, e o Instituto vem trabalhando na a criação de métodos sustentáveis, vindos da comunidade, para manter as nossas ruas e quintais livres destes resíduos. Nós ao fazer isto, não só estaríamos prevenindo e diminuindo o risco de contrair o vírus da dengue como também estaríamos elevando a nossa qualidade de vida.
A presidente do Comitê Municipal de Mobilização Social para a Prevenção e Controle da Dengue, o Prefeito de nossa cidade, o presidente de nossa Câmara Municipal, o nosso secretário de Saúde, a nossa Coordenadora de Vigilância em Saúde e o Instituto Magdalena de Desenvolvimento Humano assinaram um convite que foi entregue a prefeitura Municipal Autônoma de Santa Cruz de la Sierra, para que duas pessoas, o senhor Guery Bustamante e o senhor Fernando Flores Cuellar venham a nossa cidade para trabalhar dentro do bairro Jardim Padre Paulo e montar um projeto piloto que consistiria na eliminação de criadouros do Aedes aegypti dentro do bairro, diminuindo assim as chances de uma outra epidemia como a que foi vista no ultimo período de chuva (outubro a março 2009-2010).
A razão pela qual nós fizemos este convite a Santa Cruz de la Sierra é por que lá, no ultimo período de chuva (2009-2010) só houveram 70 casos confirmados de dengue e ¨0¨ óbitos; uma estatística muito boa após eles terem sofrido uma epidemia onde houveram 22,000 casos confirmados de dengue e 12 óbitos no período de chuva de2008 a 2009. Graças a presença deles em nossa cidade nós conseguimos realizar uma ação dentro do Jardim Padre Padre Paulo onde em menos de três horas foram recolhidas três caçambas de 7 toneladas cada, com potencias criadouros do mosquito Aedes aegypti duas delas com resíduos sólidos e uma caçamba com aproximadamente 150 a 200 pneus.
Esta ação foi feita não só graças a presença de profissionais bolivianos mais também graças a toda a comunidade do Jardim Padre Paulo que permitiu e colaborou na limpeza dos quintais. Foram 46 os voluntários (a maioria moradores do mesmo bairro com alguns vindo dos bairros adjacentes e dois de bairros mais distantes). Esta ação também foi possível graças a colaboração da Areeira Castrillon e Monte Verde que nos cedeu três caçambas; o Auto Posto Triangulo e O Boticário que nos doou 130 litros de óleo diesel; o Auto posto e Churrascaria Carretão que nos doou 75 Marmitex para os voluntários, a Maxnet que nos doou 400 sacolas de lixo, o Restaurante Kaskata para a alimentação de nossos irmãos Bolivianos por uma semana, o Hotel Brasil que deu acomodação aos nossos irmãos bolivianos com um 70% de desconto, o sindicato rural que nos doou dinheiro para que possamos cobrir outros gastos como as viagens que o Instituto teve que fazer a San Matias, 30% da hospedagem, agua mineral para os voluntários, luvas, impressão e outros pequenos gastos, também a padaria Tulipa que nos doou 100 salgados para os refrigérios no seminário que nós tivemos dentro da Câmara Municipal.
O Instituto gostaria também de agradecer ao Rotary Club de Cáceres, a ACEC, a Câmara Municipal de Cáceres e a a todas as demais pessoas que nunca nos fecharam as portas e que vem acompanhando o processo desde seu humilde inicio em dezembro de 2009.
A todos vocês; muchas gracias.
Levantamento Cientifico
Já que nossa ação foi feita dentro de um ambiente controlado, neste caso um bairro periférico de 27 quarteirões, sem a participação direta de moradores de fora a não ser dois voluntários da cruz vermelha, três motoristas, os nossos dois irmãos bolivianos, e quatro integrantes do Instituto, a ação em essência foi feita pelos mesmos vizinhos do bairro Jardim Padre Paulo e alguns moradores de bairros adjacentes como o Bairro Vista Alegre e o Bairro Cohab Nova.
Graças a este trabalho o Instituto pode levantar certas teorias a respeito da prevenção de um novo brote do vírus da dengue que virá a afetar a nossa comunidade entre outubro e março de 2011; como também tem levantado teorias a respeito do alcoolismo e a direta conexão ao vírus da dengue como também em termos de relações internacionais no que tem a ver com a diplomacia entre Cáceres e a Bolívia.
Primeiro de tudo; o Instituto acredita que o bairro Jardim Padre Paulo já vinha tomando ações preventivas. Nós percebemos durante o nosso trabalho dentro da comunidade que la vivem muitas pessoas carentes que não tem dinheiro suficiente para comprar bolsas de lixo. Por isso elas vem amontoando todo o lixo do quintal delas e de forma periódica este lixo é queimado. Este método não é muito efetivo por que tem outras consequências perante o meio ambiente e a nossa muito boa vontade de diminuir o aquecimento global que o planeta terra vem sofrendo. Mais em termos de prevenção ao vírus da dengue, nós acreditamos ele iria ter um efeito positivo mais não estaria eliminando o risco.
Nós acreditamos que a comunidade do Jardim Padre Paulo está conscientizada com relação ao perigo da doença. Já que percebemos que não houve nenhuma resistência dos vizinhos ao trabalho dos voluntários; pelo contrário houve uma excelente receptividade ao trabalho. Por exemplo, se 46 voluntários se apresentaram para trabalhar na escola estadual Gabriel Pinto de Arruda as 07:30am após eles terem se dispersado pelo bairro muitos outros moradores do bairro brindaram a sua ajuda; alguns ajudando os voluntários a limpar seu quintal, outros emprestando motos e bicicletas aos voluntários para que eles possam chamar a equipe de apoio que tinha extra pares de luvas, extras sacolas de lixo, água para manter os voluntários hidratados e as duas jovens da Cruz Vermelha que brindavam apoio de primeiros socorros em caso de algum acidente1.
Uma grande critica a nosso trabalho foi que muito entulho aleio ao criadouro do Aedes aegypti iria ser deixado nas calçadas. Os motoristas dos três caminhões como também os voluntários foram bem seletivos na coleta de lixo e foram instruídos a não levantar qualquer tipo de lixo. Alguns moradores sim tentaram deixar alguns entulhos só que após eles perceberem que nós não iriamos recolher esse tipo de lixo eles colocaram os entulhos deles de volta dentro de seus quintais, deixando as ruas imaculadas após o nosso trabalho. Nós acreditamos eles fizeram isso por temor a serem mau vistos pelos outros vizinhos. Nós também percebemos a necessidade de que duas ou três vezes ao ano esse tipo de lixo seja recolhido, como é feito em países como a Nova Zelândia.
O alcoolismo é uma doença que nossa sociedade tem, ele é um problema que destrói famílias e que mata o alcoólatra de forma lenta. Tanto é que a maioria das pessoas que entram em centros de reabilitação são maiores a 45 anos de idade. Por outro lado ela tem uma conexão muito direta ao vírus da dengue, já que 30 a 40 porcento dos criadouros recolhidos foram corotes de cachaça. Matando assim a comunidade de forma lenta por meio do álcool e de forma rápida por meio do vírus da dengue. Dentro do Bairro há famílias que moram em diferentes ruas que se voluntariaram a trabalhar, só que quando perguntamos se eles gostariam de trabalhar juntos eles se negaram a fazê-lo, nós acreditamos que isto pode ter sido causado pelo álcool; só que estudos mais aprofundados devem ser feito no assunto. Por isso propomos que na nossa próxima campanha trabalhemos em parceria com Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos. Só que sempre visando a prevenção, é por isso que iremos propor a eles que trabalhem com crianças até os 15 anos de idade, antes de ganhar uma dependência no álcool.
O Instituto também acredita que a comunidade tem muita capacidade de trabalhar sozinha em prol de seu bem-estar. Terrenos baldios por exemplo; são uma grande problemática, já que lixões clandestinos são criados dentro destes terrenos. A comunidade está ciente disto e gostaria muito de colaborar, só que faltam recursos como roçadeiras, inchadas e outros materiais para que eles possam tomar suas próprias medidas. Por isso nós propomos que o material deste tipo seja dado as escolas e um sistema gratuito de aluguel seja criado dentro das escolas e que elas mesmas sejam os órgãos fiscalizadores.
Outra coisa importante que nós percebemos é que já existiam projetos dentro da comunidade para combater o lixo das ruas. Criando lixeiras utilizando materiais reciclados. Já que uma grande problemática das lixeiras é que existem muitos furtos e se forem usados materiais que não tem demanda de furto esta problemática seria bem reduzida.
Para finalizar; tem ainda muito trabalho a ser feito, especialmente antes das próximas chuvas e assim evitar um novo brote do mosquito Aedes aegypti. O trabalho dentro do Jardim Padre Paulo foi o primeiro de muitos e nós percebemos que cada bairro tem a sua própria realidade; e por isso que para o sucesso destas ações é imprescindível que o Instituto trabalhe em parceria com as comunidades ao invés de para as comunidades.
No âmbito diplomático, a ação feita dentro do Jardim Padre Paulo com a ajuda da prefeitura Municipal Autônoma de Santa Cruz de la Sierra; mostrou que a população cacerense tem um interesse de trabalhar juntos, já que a dengue é uma doença sem fronteira e que ações tanto lá como aqui afetam uns aos outros. Também vale dizer que para a diplomacia brasileira – boliviana é muito importante que haja ações que cheguem a impactar a comunidade de forma direta, como foi feito dentro de nossa comunidade.
Julio Marx Panoff
Instituto Magdalena de Desenvolvimento Humano
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